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Após alguns anos
mantendo o web site gestaoambiental.com.br, observamos que uma dúvida
recorrente, se concentra na definição do espaço e onde
encontram-se as oportunidades para os formados em cursos da área.
Quotidianamente recebemos e respondemos e.mails sobre o tema, o que nos motivou
a escrever este artigo, como uma contribuição aos que iniciam
no segmento.
Existem diversas oportunidades de mercado para os formados e formandos na área
de gestão ambiental.
Como este é um ramo transversal, ele aceita que profissionais formados
em outras áreas (como é o nosso caso) façam especializações
e estudos de forma a poder aplicar e se enquadrar nas necessidades e demandas
de cada setor.
Nossa experiência, calcada na aplicação da gestão
ambiental voltada a área de serviços (em especial turismo), na
gestão de entidades do trade turístico e na docência a nível
de graduação e pós graduação, e tem mostrado
as seguintes grandes áreas de atuação possíveis:
a)Órgãos públicos da área de meio ambiente,
agências reguladoras e afins (Secretarias municipais, estaduais e federias),
órgãos da administração direta (IBAMA, etc.)
A questão em relação a estes órgãos, é
que a entrada demanda e depende concursos públicos e oferta de vagas,
mas há uma tendência de abertura de muito espaço, pois há
uma enorme escassez de profissionais, principalmente no IBAMA.
Nestes casos a formação superior na área é um grande
plus, senão um pré requisito indispensável.
b)Órgãos certificadores
No Brasil não são muitos, até porque a exigência
e nível d especialização é alto. Para ter acesso
é importante a experiência na área pretendida e esta ligada
intimamente as Normas certificadoras brasileiras e internacionais. Para estas
vagas, é imprescindível, além da formação
e especialização , cursos na área de auditoria (veja www.atsg.com.br).
Uma boa forma de contato, é fazer consulta sobre programas de trainne.
c) Empresas prestadoras de serviços de preparação
e adequação para certificação em normas e selos
(rotulagem) ambiental (que é o caso de nossa empresa de
consultoria www.rolimdemoura.net,
voltada aos meios de hospedagem e turismo).
Nestes casos, exigisse a formação, é bem vinda a especialização
e conhecimentos sólidos de processos de planejamento e auditoria ambiental,
além da óbvia familiarização com as normas pertinentes
(NBR ISO 14.000, por exemplo) além da metodologia e requisitos dos órgão
certificadores.
Esta é uma das áreas com maior possibilidade de entrada e início,
pois os trabalhos são realizados por projeto, com equipes multidisciplinares,
que podem também prever estagiários.
A melhor forma de acesso é consultar as empresas e ver se disponibilizam
programas de trainee (em nosso caso, abrimos duas vezes ao ano, programas de
60 dias, em função da demanda, para atuação em pesquisa)
d)Concessionárias públicas empresas de saneamento, fornecimento
e abastecimento de água, energia e afins)
A questão em relação a estas empresas é que a entrada
demanda concurso e a existência de vagas, mas há uma tendência
de muito espaço, pois há uma enorme escassez de profissionais,
principalmente nas concessionárias ligadas a questão do saneamento
urbano e distribuição de água. Nestes casos a formação
superior na área ambiental é um grande plus, senão um pré
requisito indispensável. Normalmente é exigida a formação
básica na área de engenharia de saneamento, química, ambiental
e outras de mesmo perfil.
e) Área industrial
Nestas empresas há uma forte demanda por profissionais na área
ambiental, porém, normalmente há uma opção por técnicos
com especialização (engenharia com especialização
na área ambiental - química, civil, elétrica, produção,
etc..), até porque, não há uma base consolidada de pré-requisitos
que facilitem a oferta de vagas nesta área para formados especificamente
na área de gestão ambiental.
Isto acontece, e faz parte dos custos da transversalidade, bem como ao ponto
básico de que as empresas entendem que é preciso uma formação
específica ligada a área de produção ou segmento.
Este é um dos custos de uma profissão nova.
f) Docência - educação ambiental
Esta é uma boa porta de entrada, tem muitas oportunidades, mas padece
de um grave problema: a falta de profissionais com experiência de campo,
pois na área da gestão ambiental, este é um requisito fundamental.
A vantagem é que pode ser plenamente suprido por bem escolhidos estágios
e vivência. O ônus é o investimento para esta obtenção,
que normalmente não é remunerada.
g) ONG´s e afins
Este é um campo que esta abrindo, e tem oferecido boas oportunidades
ao egressos das faculdades e novos na área. Não oferece grandes
horizontes de remuneração, mas traz consigo um tesouro: a experiência.
Entendemos que é uma boa forma de iniciar e de desenvolvimento. Para
o acesso, além dos contatos é importante estar ligado a causa
da ONG.
Esperando nestas linhas ter colaborado, deixo um lembrete importante: cabe ao
profissional de gestão ambiental investir naquilo que tem maior aptidão,
na área que mais se identifica, pois assim fazendo tenderá para
excelência, concentrará esforços e recursos, reduzirá
riscos, enquanto o investimento nos ítens em que é mediano ou
insuficiente, só o fará menos mediano e/ou menos insuficiente.
O setor procura a excelência.
Eco abraço!
Prof. Luiz A. Rolim de Moura, M. Eng.
www.rolim.net
www.gestaoambiental.com.br
(c) Permitida a reprodução,
desde que citada a fonte.
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